NEO GEO AES + PLUS NOVO NEO GEO SERÁ LANÇADO OFICIALMENTE EM 12 NOVEMBRO DE 2026
Essa semana, a comunidade de entusiastas de consoles retrô foi pega de surpresa com o anúncio de um novo aparelho: o Neo Geo AES+.
Há muito tempo, várias empresas vêm explorando a nossa nostalgia, lançando todo tipo de console com o objetivo de lucrar em cima da saudade — seja daquilo que jogamos ou até do que nunca tivemos, mas sonhávamos na infância.
Essas tentativas de relançamento foram marcadas por diversos problemas. Muitos aparelhos saíram em versões “mini”, algumas até bem executadas. No entanto, o público-alvo nunca foram os colecionadores hardcore, mas sim pessoas que jogaram, por exemplo, um NES na infância, se afastaram dos games e, anos depois, viram o console por 50 dólares no Walmart, compraram, ligaram na TV moderna via HDMI, jogaram um pouco e depois deixaram de lado.
Além dos consoles mini, tivemos também portáteis com seleções de jogos de Neo Geo e Capcom, além de fliperamas mini como Taito Egret, Mini MVS e Astro City Mini. No fim das contas, bem executados ou não, todos esses produtos são baseados em emulação — ou seja, nada que um PC não faça, apenas embalado em uma caixa bonita.
Outra abordagem para explorar a nostalgia veio com o FPGA, que basicamente recria o hardware original de forma muito mais fiel do que a emulação. O MiSTer FPGA, por exemplo, oferece uma experiência extremamente próxima do original, mas não tem apelo comercial para o público geral: exige configuração, compra de peças e não passa de uma placa “crua”.
Algumas empresas tentaram resolver isso criando consoles FPGA com acabamento mais amigável, lançando versões de Mega Drive, SNES etc. Ainda assim, esses aparelhos não são licenciados, não contam com novos cartuchos e nenhum Neo Geo foi lançado nesse formato. Considerando que esses consoles clássicos ainda existem em grande quantidade, não faz sentido, na minha opinião, pagar 400 dólares em um Mega Drive novo, sendo possível comprar um original por muito menos. Ao contrário do Neo Geo que chega a ser vendido por 8, 9 mil reais na caixa.
Mas essa semana, tudo mudou.
Finalmente anunciaram um Neo Geo idêntico ao original, com saídas HDMI e RGB (AV), compatível com os cartuchos antigos. Uma excelente notícia. Para melhorar, também serão relançados 10 cartuchos clássicos por 89 dólares cada.
A lista inicial inclui: Metal Slug, The King of Fighters 2002, Garou: Mark of the Wolves, Neo Turf Masters, Shock Troopers, Samurai Shodown V Special, Pulstar, Twinkle Star Sprites, Magician Lord e Over Top. Uma seleção variada — e vale lembrar que alguns desses jogos chegam a custar entre 5 e 10 mil dólares em suas versões originais.
- A versão básica: sem jogos e com controle com fio
- A versão intermediária: console branco, controle sem fio e Metal Slug
- A versão completa: 10 jogos, memory card, 3 controles e um suporte para exibir os cartuchos
Segundo a empresa responsável, o aparelho não será emulador nem FPGA, mas sim uma recriação dos chips originais em silício. Ou seja: um relançamento fiel do console dos anos 90, já com HDMI integrado — basicamente um console original com um “mod oficial”.
Todas essas informações foram divulgadas pela fabricante Plaion. Mas o que isso muda no cenário do colecionismo de Neo Geo?
Primeiro: pode dar errado.
Pode ser mal executado, usar componentes de baixa qualidade ou simplesmente não funcionar bem. Estamos falando de pré-venda — ninguém viu protótipos funcionando, apenas imagens promocionais.
Vale lembrar: eu comprei o Neo Geo X da Blaze em 2013… e era um lixo. Então é prudente manter os pés no chão. Algo pode não sair perfeito: acabamento, materiais, encaixes, embalagem… Neo Geo sempre foi um produto premium, e reproduzir esse padrão com baixo custo é extremamente difícil.
Agora, se der certo…
Se o produto for realmente bom, vai vender muito — principalmente após reviews positivos. E isso pode mudar completamente o cenário do colecionismo.
Os preços dos jogos relançados devem impactar os originais. Jogos comuns que não forem relançados podem subir de preço. Oferta e demanda vão mudar drasticamente. Acredito que jogos mais comuns não devem ser relançados — e isso pode fazer títulos como Fatal Fury 1, Samurai Shodown 1 e 2 e Fatal Fury 3 dispararem de preço.
Se os cartuchos tiverem qualidade semelhante aos da NCI, na minha opinião, os jogos de AES originais perdem parte do sentido — e as conversões deixam totalmente de valer a pena. Tudo muda.
Muita gente — inclusive eu — pode se animar a voltar a colecionar e produzir conteúdo sobre Neo Geo. Hoje tenho 68 cartuchos. Comprei essa versão com os 10 jogos, sendo que nos últimos 10 anos não comprei nem 05 jogos AES. Os preços estavam proibitivos. Agora, com a possibilidade de relançamentos, já começo a pensar novamente em ter um full set.
E tem mais: quem tratava coleção como investimento pode ter se complicado — e, sinceramente, eu gostei disso. Tem gente com múltiplas cópias raras só para especular. Agora, qualquer pessoa pode comprar por 89 dólares. Eu mesmo tenho Garou em AES e MVS, mas fico feliz por ver mais gente tendo acesso.
Existe também a possibilidade de sucesso a ponto de surgirem novos jogos oficiais. Já há rumores de um novo Metal Slug para AES. Se isso se confirmar, muda tudo. O Neo Geo já sobreviveu até a era do PS2 e Xbox — quem sabe não veremos ele coexistindo com PS5 e Switch 2?
Se lançarem jogos novos com preço justo, eu compro.
Mesmo que os rumores não se confirmem, há uma chance real de vermos jogos indie licenciados sendo lançados oficialmente. Títulos como Xeno Crisis, Kraut Buster, Vengeance Hunters, Gladmort e XYX poderiam finalmente chegar ao público por preços acessíveis.




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